MarcoTricolor

Panteão Tricolor



goleiro

José Poy

Símbolo da paixão tricolor

Naquela tarde de 30 de dezembro de 1945, o São Paulo, campeão paulista, recebe o Rosário Central para um amistoso no Pacaembu. Seria mais um confronto festivo não fosse pela incrível atuação do jovem goleiro argentino, que demonstrou segurança e agilidade impressionantes, praticando defesas quase milagrosas. O jogo terminou empatado em 2x2 e os são-paulinos fascinados com José Poy.

 

Três anos mais tarde, finalmente o goleiro é contratado. Acostumado que estava com as difíceis negociações, onde deveria se pedir um alto valor pra conseguir o salário próximo do almejado, Poy pensou em pedir 4 mil contos para conseguir 2 mil, mas a proposta tricolor, por intermédio do técnico Vicente Feola, foi de 5 mil e 800 contos. Sendo que o maior salário, de Leônidas da Silva, era de 5 mil e 900 contos. E assim começa uma história de amor e dedicação.

 

Minha grande virtude como goleiro era saber que possuía defeitos e deveria treinar muito para me aperfeiçoar”, dizia. E seriedade e segurança marcaram sua carreira. Em seu primeiro ano no novo clube teve de disputar posição com o campeão Mário, mas com paciência e perseverança assume a titularidade em 1950, que largou somente em 1962, quando encerrou a carreira. Nesse período participou das conquistas dos títulos de 1948/49 (na reserva), 1953 e 1957. Em 1954, cogitou-se sua naturalização visando uma convocação para a Seleção Brasileira.

 

Encerrou a carreira de jogador mas não largou o clube, permaneceu trabalhando com as equipes infanto-juvenis (sub-15), onde conquistou um bicampeonato em 1963/64, e participando de atividades para angariar recursos para a finalização do estádio do Morumbi, vendendo cadeiras cativas ou como garoto propaganda.

 

Em 1964, substituiu o técnico Oto Vieira no comando da equipe principal, no princípio interinamente, mas agradou a todos e ficou dois anos na função, e sempre requisitado para ocupar o cargo. Seu maior e melhor período no comando da equipe foi de 1973 a 1975, quando foi vice-campeão brasileiro (1973), vice-campeão da Taça Libertadores (1974) e campeão paulista (1975), além de uma invencibilidade de 47 jogos. Também trouxe diversos jogadores das categorias de base como o centro-avante Serginho e o ponta-de-lança Muricy.

 

Por diversas gerações foi considerado o melhor goleiro da história tricolor, até o surgimento de Rogério Ceni.

 

10 goleiros:
King
(1936/47), Gijo (1944/48), Mário (1948/52), Suli (1961/66), Picasso (1967/71), Sérgio (1969/74), Waldir Peres (1973/84), Gilmar (1985/90), Zetti (1990/96), Rogério Ceni (desde 1993).



Escrito por Marco Antonio às 00h32
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Panteão Tricolor

O sonho de todo torcedor é ver em campo todos os ídolos juntos, mesmo que de épocas diferentes. Assim, desde 1982 até 2006, diversos veículos de comunicação esportivos realizaram 10 eleições com jornalistas e torcedores convidados. O privilegiado são-paulino teve uma dorzinha-de-cabeça especial... quantos craques tivemos em nossa história... quantos timaços campeões... quem seriam os eleitos?

 

Mas depois de 24 anos, percebemos um detalhe que complica esse sonho, muitos dos quem viram os primeiros times já não estão entre nós para votar. E, por outro lado, muitos são jovens demais para “comparar” os times recentes com os mais antigos. E com isso será muito difícil eleger um esquadrão com um pouco mais de precisão, pois os craques pioneiros provavelmente teriam poucos votos... talvez esquecidos!

 

Para tentar resolver essa “distorção temporal” resolvi computar, de cada eleição realizada nesses 24 anos, um voto para cada craque eleito, dos seguintes Times de Sonhos:

 

 

1. Placar (1982)

Poy

De Sordi e Mauro
Rui, Bauer e Noronha
Luizinho, Sastre, Leônidas, Gérson e Canhoteiro

 

2. Grande Reportagens (Editora Três, 1994)

Poy

De Sordi e Mauro
Rui, Bauer e Noronha
Luizinho, Zizinho, Leônidas, Pedro Rocha e Canhoteiro

 

3. Placar (1994)

Poy

Cafu, Mauro, Roberto Dias e Noronha

Bauer, Pedro Rocha e Gérson

Müller, Leônidas e Canhoteiro

 

4. site SãoPauloMania e jornal Agora (1998)*

Rogério Ceni

Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Serginho

Falcão, Toninho Cerezo, Raí

 Müller, Careca e Denílson

 

5. São Paulo Notícias (revista oficial, 1998)*

Poy

De Sordi, Mauro, Dario Pereyra e Noronha

Bauer, Zizinho e Gérson

Muller, Leônidas e Canhoteiro

 

6. Lance! (1999)

Poy

Cafu, Mauro, Dario Pereyra e Noronha

Bauer, Pedro Rocha e Raí

Muller, Leônidas e Canhoteiro

 

7. Gazeta Esportiva (jornal e site, 2000)*

Poy

Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Noronha

Bauer, Gérson, Pedro Rocha e Raí

Careca e Canhoteiro

 

8. SPNet (site da torcida, 2004)*

Zetti

Cafu, Dario Pereyra, Roberto Dias e Serginho

Pedro Rocha, Raí e Zizinho

Müller, Leônidas e Canhoteiro

 

9. Lance! (2005)

Zetti

Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Leonardo

Toninho Cerezo, Raí, Gérson e Pedro Rocha

Müller e Careca

 

10. Placar (2006)

Rogério Ceni

Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Leonardo

Mineiro, Raí e Pedro Rocha

Muller, Careca e Canhoteiro

 

* mesclam votos de internautas, jornalistas e convidados.



Escrito por Marco Antonio às 00h43
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os eleitos

Dario Pereyra, Noronha, Poy, Bauer, Cafu e Mauro;
Raí, Müller, Leônidas, Pedro Rocha e Canhoteiro.

 

E a "eleição das eleições”:

 

Poy
1948 a 1962
campeão paulista de 1949, 1953 e 1957
(6 votos)

 

Cafu
1989 a 1994
bicampeão mundial e da Taça Libertadores de 1992 e 1993,
 brasileiro de 1991 e paulista de 1989, 1991 e 1994
(7 votos)

 

Mauro
1948 a 1959
campeão paulista de 1948, 1949, 1953 e 1957
(5 votos)

 

Dario Pereyra
1977 a 1988
campeão brasileiro de 1977 e 1986 e paulista de 1980, 1981, 1985 e 1987
(7 votos)

 

Noronha
1942 a 1951
campeão paulista de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949
(6 votos)

 

Bauer
1944 a 1957
campeão paulista de 1945, 1946, 1948, 1949 e 1953
(6 votos)

 

Raí
1987 a 1993 e de 1998 a 2000
campeão mundial de 1992, da Taça Libertadores de 1992 e 1993,
brasileiro de 1991 e paulista de 1987, 1989, 1991, 1992, 1998 e 2000
(6 votos)

 

Pedro Rocha
1970 a 1977
campeão paulista de 1971 e 1975
(7 votos)

 

Müller
1984 a 1988, de 1991 a 1994 e 1996
bicampeão mundial e da Taça Libertadores 1992 e 1993,
campeão brasileiro de 1986 e 1991; campeão paulista de 1985, 1987, 1991 e 1992
(7 votos)

 

Leônidas
1942 a 1950
campeão paulista de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949
(6 votos)

 

Canhoteiro
1954 a 1963
campeão paulista de 1957
(8 votos)

 

Outros votados: Gérson– 5; Oscar e Careca – 4;  De Sordi e Zizinho – 3; Leonardo, Luizinho, Roberto Dias, Rogério Ceni, Rui, Serginho (lateral esquerdo), Toninho Cerezo e Zetti – 2; Denílson, Falcão, Mineiro e Sastre – 1.

 

E assim está formado um Panteão Tricolor que, tal qual uma Academia Brasileira de Letras, elege o patrono de cada posição... dignos representantes de uma gloriosa história de conquistas.

 



Escrito por Marco Antonio às 00h16
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