MarcoTricolor

É campeão!



o time

Campeão paulista de 1943

 

 

Zarzur, Piolim, King, Virgílio, Zezé Procópio e Noronha;
Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Pardal.

 

 

A nova fase começa cheia de dificuldades, mas Frederico Menzen comanda e incentiva a reconstrução do novo São Paulo Futebol Clube a partir de 1936. Em 1938, funde-se ao Estudantes, que tinha diversos bons jogadores (entre eles Pedrosa, o goleiro que deu nome a diversos torneios nacionais importantes) e seu campo na Mooca. Anos depois adquire um campo no Canindé (onde fica a atual Portuguesa de Desportos) e solidifica um mínimo de estrutura. Mas faltam jogadores para ter um time competitivo. São contratados: Rui e Noronha, do Vasco, Luizinho, Gijo e Zezé Procópio, do Palmeiras, Remo chega de Minas e Pardal do Rio Grande do Sul, e mais alguns jogadores das bases vão compondo a nova equipe. Mas ainda é pouco. E em abril de 1942 chega aquele que se tornaria o primeiro grande ídolo da história tricolor: Leônidas da Silva. Em sua estréia, em partida contra o Corinthians, 42 mil pessoas comparecem. Recorde de público até hoje inalterado. E tem mais. No início de 1943 chega Antonio Sastre, veterano da Seleção Argentina e do Independiente, com 31 anos de idade... Para descrédito de muitos, o futuro começou.



Escrito por Marco Antonio às 15h33
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o campeonato

Os campeões, com o técnico Joreca no canto inferior esquerdo e o ponta-esquerda Pardal, único jogador não identificado, no canto inferior direito.

 

 

¨Houve uma reunião na Federação e ali estavam os representantes de Corinthians, Palmeiras e São Paulo fazendo as previsões de quem seria o campeão do campeonato que ia começar. O corinthiano jurava que dava Corinthians, o palmeirense pagava pra dizer que o título seria do Palmeiras. E chegaram ao seguinte acordo: se jogassem uma moeda para cima e ela caísse de um lado, seria o Corinthians; se caísse do outro, seria o Palmeiras. Então o são-paulino reclamou ‘E para o São Paulo, não sobra nada?!’ E os dois responderam, gozando o colega: ‘Só se a moeda cair em pé.’ No fim do campeonato de 43, a torcida do São Paulo desfilou pelas ruas da cidade com um carro alegórico representando uma grande moeda em pé.” Frederico Menzen, ex-presidente do São Paulo (1936-37).

 

* extraído da edição especial de Placar: “As Maiores Torcidas do Brasil - São Paulo”, de 1979.

 

 

Com a solidificação do profissionalismo e a recém-criada Federação Paulista de Futebol, o futebol do estado finalmente toma um rumo, mesmo com as dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial durante os anos 40.

Os onze clubes fundadores disputam o Campeonato Paulista durante toda a década: Comercial, Corinthians, Juventus, Palmeiras, Portuguesa, São Paulo, São Paulo Railway/Nacional e Ypiranga, da Capital, e Jabaquara, Portuguesa Santista e Santos, de Santos. Sempre com o mesmo regulamento: jogos disputados em dois turnos e o título para quem obtivesse o menor número de pontos perdidos. E em caso de empate na primeira posição, o campeonato era decidido em jogo extra (ou mesmo um torneio, caso fossem mais de dois clubes).

Era o que poderia acontecer caso o Tricolor perdesse para o Palmeiras na última rodada. Ambos empatariam com o Corinthians e um triangular seria necessário. No final, com 7 p.p., o São Paulo conquista o título com 15 vitórias, 3 empates e 2 derrotas em 20 partidas, com 63 gols pró e 22 gols contra. Leônidas (16), Sastre (12), Luizinho (12), Remo (9) são os principais artilheiros do time.

 

Time-base:
King, Piolim e Virgílio;

Zezé Procópio, Zarzur e Noronha;

Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Pardal.

 

Este é o famoso campeonato da “moeda em pé”, mas que foi equilibrado desde o início. O São Paulo perde para o Ypiranga logo na 2ª. rodada (1x2), e a seguir empata com Portuguesa e Juventus (ambos por 1x1) e perde o clássico com o Corinthians (1x2), resultados que derrubam o técnico Conrado Ross. O português radicado Jorge de Lima, o Joreca, ex-árbitro e funcionário da FPF, além de jornalista e radialista, é contratado para substituí-lo. E o novo fôlego dá resultado logo nas primeiras partidas: 6x1 no Santos, 8x1 na Portuguesa Santista e vitória no clássico com o Palmeiras: 2x1. Em uma goleada de 9x0 na Portuguesa Santista, na rua Javari, Sastre, pouco afeito a marcar gols, deixa 6 para contar história: recordista de gols em uma partida pelo São Paulo. Com uma seqüência de 12 vitórias, o São Paulo chega à última rodada necessitando apenas de um empate.

 

Campanha

Comercial: 4x1 e 2x1;

Ypiranga: 1x2 e 2x1;

São Paulo Railway: 5x1 e 2x1;

Jabaquara: 4x2 e 3x2;

Portuguesa: 1x1 e 3x0;

Portuguesa Santista: 8x1 e 9x0;

Juventus 1x1 e 3x2;

Corinthians: 1x2 e 2x0;

Santos: 6x1 e 4x1;

Palmeiras: 2x1 e 0x0.



Escrito por Marco Antonio às 15h26
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o jogo decisivo

Pardal em jogada com o goleiro Oberdan, observado pelos zagueiros.

 

 

Última partida do campeonato. O Corinthians havia goleado a Portuguesa Santista na véspera por 6x1 e aguardava o resultado do Choque-Rei decisivo. Ao São Paulo um empate bastava, mas a vitória palestrina obrigaria à realização de um torneio-desempate com o Trio de Ferro.

A torcida comparece em massa no Pacaembu: 42.143 torcedores. E presenciaram um jogaço. Logo aos 6 minutos de jogo, Sastre sofre um carrinho do zagueiro Junqueira e tem uma contusão séria. Mas o veterano não se abate e não aceita a recomendação da comissão técnica de sair do jogo (na época não era possível fazer substituições e com sua saída o Tricolor ficaria com 10 homens em campo). E mesmo jogando recuado e debilitado comanda as ações tricolores e contagia seus companheiros com sua garra e determinação.

Uma partida carregada de emoção e cheia de lances de pura beleza e plasticidade... ok, pode ser um exagero, mas não foi exagero o destaque que os goleiros King e Oberdan receberam, considerados os melhores em campo. E quando goleiro é o melhor em campo é sinal que não teve gol... e os atacantes não podem ser acusados de falta de empenho.

Mas o importante é que com o empate sem gols, a moeda caiu em pé.

 



Escrito por Marco Antonio às 15h21
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ficha técnica



Escrito por Marco Antonio às 15h15
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o time

Campeão paulista de 1931

 

Armandinho, Barthô, Bino, Araken Patuska, Clodô,
Friedenreich, Luizinho, Sasso, Milton, Junqueira
e agachado o goleiro Joãozinho.

 

Independentemente da polêmica sobre a data de fundação do São Paulo Futebol Clube (1930 ou 1935?), é fato que o período “Floresta” é de fundamental importância para a história do clube, seja como início de tudo, seja como transição do amadorismo do Paulistano para o profissionalismo vigente.

                                  

Não há como negar que esse time começou grande. Craques que se consagraram no Paulistano, incluindo a excursão à Europa que lhes valeu o título de Reis do Futebol, formaram um Esquadrão de Aço: Nestor, Clodô, Barthô, Sérgio, Zito, Friedenrich, Mário Seixas, Zuanella, Luizinho... e que já chegaram tricampeões paulista. E em 1931 chega Araken Patuska, que participara da excursão como convidado, e único jogador paulista a disputar a primeira Copa do Mundo no Uruguai.

 

No primeiro ano de Campeonato Paulista, é o vice-campeão, posição que se repetiria em 1932, 1933 e 1934. Em 1931 conquista o título. Em 5 anos de competição estadual, disputou 91 partidas e perdeu somente 7, venceu 65 e marcou 301 gols; deste, 71 anotados por Arthur Friedenreich, o primeiro grande gênio do futebol brasileiro, e artilheiro da fase Floresta.

 

No total, 151 partidas registradas, 104 vitórias, 30 empates, 17 derrotas, 474 gols pró, contra 194. Friedenreich, 80, Luizinho, 57, Araken Patuska, 39, Armandinho 37 e Waldemar de Brito 21, seus principais artilheiros e que formaram um ataque arrasador na época.

 



Escrito por Marco Antonio às 18h01
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a campanha

Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken Patuska e Junqueira. Que ataque!!!!

 

Os anos 30 marcam a transição no futebol, principalmente o paulista, com sua profissionalização. Com isso, vários clubes amadores abandonam as competições oficiais e outras equipes surgem nesse novo cenário. Com o fim da LAF (Liga Amadora de Futebol), a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) se torna a única a organizar o principal campeonato do estado. (Isso até 1935 quando ocorre uma nova cisão e surge a LPF, embrião da atual FPF). Com a profissionalização do futebol brasileiro, a Itália descobre seus descendentes e a Lazio, a Juventus e o Napoli desfalcam o futebol paulista nesta sua nova fase, levando diversos jogadores...

 

Em 1930 e 1931, disputam América, Corinthians, Germânia, Internacional, Juventus, Portuguesa, Palestra Itália, São Bento, São Paulo, Sírio e Ypiranga, da Capital; Atlético Santista e Santos, de Santos; e Guarani, de Campinas. Jogos disputados em dois turnos e campeão quem obtivesse o menor número de pontos perdidos. Em 1930, o S. C. Corinthians Paulista conquistou o título com 8 pontos perdidos, contra 11 do São Paulo.

 

Em 1931, o Esquadrão de Aço termina a competição com 7 pontos perdidos. Atrás, chegaram Palestra Itália e Santos, ambos com 9 p.p. Em 26 partidas, foram 20 vitórias do campeão, 5 empates e 1 derrota. Foram 92 gols pró e 31 gol contra. Friedenreich (32), Araken Patuska (16), Luizinho (14), Armandinho (14) compõem a artilharia da equipe.

 

Time-base:
Joãozinho, Clodô e Barthô;
Milton, Bino e Fábio;
Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Siriri.

 

Mas o início havia sido difícil para o técnico Rubens Salles: 1 derrota e 2  empates em 4 jogos, além de perder o goleiro Nestor, que se machucou gravemente em choque com o palestrino Osses, logo na terceira rodada. Mas logo numa seqüência de vitórias coloca a equipe no topo da tabela. Na metade do returno, o atacante Siriri fraturou a perna na partida com o América e desfalca a equipe no restante da competição, substituído por Junqueira. Mas uma vitória por 4x0 sobre o Palestra Itália, o define como o grande favorito ao título.

 

Campanha

Santos: 2x2 e 4x2;

Internacional: 3x1 e 2x0;

Palestra Itália: 2x3 e 4x0;

Guarani: 2x2 e 2x0;

Germânia: 4x1 e 3x1;

São Bento: 4x2 e 4x2;

Juventus: 3x1 e 8x1;

Ypiranga: 2x0 e 6x0;

Atlético Santista: 3x3 e 1x1;

América: 8x1 e 7x0;

Corinthians: 2x2 e 4x1;

Sírio: 5x1 e 2x1;

Portuguesa: 2x1 e 3x1.

 



Escrito por Marco Antonio às 17h55
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o jogo decisivo

O goleiro Onça não consegue segurar o chute de Armandinho no primeiro gol tricolor.

 

Três equipes chegam à última rodada do campeonato com possibilidade de conquistar o título: o Palestra Itália, 9 p.p., receberia o frágil América no Parque Antártica; o surpreendente Santos, 8 p.p., do artilheiro Feitiço, teria um difícil páreo contra o Juventus na Rua Javari; e o São Paulo, 7 p.p., teria de enfrentar o Corinthians no Parque São Jorge. Apesar de um mês antes, o Tricolor ter impingido uma goleada sobre o Palestra Itália, a expectativa era de empate das duas equipes no cômputo final e assim realizar uma nova partida para definir o campeão.

 

Naquela tarde de 10 de janeiro de 1932, o Palestra Itália aplica uma goleada de 6x3 e o Santos arranca um empate de 1x1 na rua Javari.

 

E do outro lado da cidade, mais de 20 mil pessoas compareceram no campo do Corinthians, mas poucos acreditavam na superioridade do mais novo clube da cidade. O Alvinegro, se achando preparado para o confronto, se vê surpreendido pela técnica e brilho de um ataque formado por Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira. E em 30 minutos o Tricolor passeava tranqüilo em praça adversária, com 3x0 no placar. Armandinho, aos 11’ e 25’, e Friedenreich, aos 28’, demonstraram claramente a que vieram.

 

No início do segundo tempo, Guimarães chegou a assustar a torcida, diminuindo aos 2 minutos. Mas ao contrário do que se esperava, o São Paulo mantém o ritmo, Araken marca o quarto gol logo aos 19 minutos e define o placar da partida.

 

À noite, a torcida tricolor lota a rua Líbero Badaró, em frente ao prédio da Gazeta Esportiva, para comemorar seu primeiro título paulista...

 



Escrito por Marco Antonio às 17h51
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ficha técnica



Escrito por Marco Antonio às 17h45
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